''Meu desejo e o de qualquer um com boa consciência de classe é o de enfiar a navalha na garganta de tudo quanto é babaquinha que trabalha fazendo auditoria obrigando seus gerentinhos a demitirem os funcionários operadores de caixas que deixam dinheiro faltando no fim do dia e não são perdoados nem quando pagam a porcaria do ''vale''.''
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FANTASIAS COM NAVALHAS E UM MUNDO MELHOR
Eu, Giordano Bruno de Oliveira sou um ser de classe média baixa que optou por ficar alguns meses sem trabalhar e me preparar praticamente por conta própria pra passar em Geografia na UFPR. Tenho sorte de ter pais que prefiram me ver estudando do que tendo a vida despedaçada nas máquinas da burguesia.
Tenho orgulho em dizer que odeio as situações comuns de trabalho, pois praticamente todas as prestações de serviço estão beneficiando as elites. Tem gente da minha classe que teima em defender essa burguesia do caralho, apelando àquele conceito de meritocracia criado para enganar um mar de otários que dita que a pessoa é rica porque se esforçou pra isso e o resto não é merecedor e blá blá blá. Acontece que a riqueza dessa elite do caralho é construída em cima de muito sangue e lágrimas de pais e mães de família.
Meu desejo e o de qualquer um com boa consciência de classe é o de enfiar a navalha na garganta de tudo quanto é babaquinha que trabalha fazendo auditoria obrigando seus gerentinhos a demitirem os funcionários operadores de caixas que deixam dinheiro faltando no fim do dia e não são perdoados nem quando pagam a porcaria do ''vale''.
Claro que não cravaria um objeto cortante em nenhum coitado dono de um bar nem em ninguém em situação semelhante. O tipo de patrão que merece uma dolorosa apunhalada é gente como os donos do cartel da Votorantin, os Sionistas do caralho, os herdeiros de negocios de coroneisinhos nas zonas rurais, os Marinho, o grande escalão da Rede Massa, donos da Medley, enfim, esse tipo de verme mais seus capangas baba-ovo e o capanga puxa-saco do capanga baba-ovo. Todos merecem a fogueira. Merecem mesmo.
Lógico que sou suspeito pra falar, pois eu carrego comigo certa dislexia que já me proporcionou momentos constrangedores em ambientes de trabalho. Mas não, esse pensamento não é mera pirraça de quem foi maltratado no passado, até porque eu não ligaria de ser tratado mal se estivesse em uma guerra com algum foco justo. Esse pensamento é o de pura consciência de classe que me faz enxergar o quanto o mais queridinho e puxa-saco dos trabalhadores é brutalmente explorado. A maioria dos grandes e médios empresários carrega a responsabilidade por haver inumeras famílias massacradas ou mortalmente desprezadas ao longo da história. Essa gente despreza seus funcionários e atribui ao governo o papel de lhes dar assistencia ao mesmo tempo em que tenta desenfreadamente zerar o poder desse governo, tirando sarro de qualquer ajuda à classe operária. Isso é guerra de classes ou não é?
Enquanto essa elite existir e estiver explorando adoidada por aí, trabalhar vai ser uma das coisas mais nojentas ou tristes a se fazer (espero que meus futuros empregadores não leiam isso, eles podem ser burgueses sanguinários ou gente comum puxa saco sem consciência de classe).
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